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Uma ótima aventura do Capitão Gancho!



É impossível falar sobre Peter Pan sem associar imediatamente aos desenhos da década de 90 e aos filmes (foram muitos, desde os que falavam sobre um Pan adulto, até sobre o autor da obra, J. M. Barrie). Sendo assim, a melhor forma de começar é falando que a obra consegue sim homenagear um ou outro detalhe e ainda assim ter sua originalidade.
O filme narra os primeiros passos de Peter ao pisar na terra do nunca. Porém o garoto está longe de ser aquele herói alegre e corajoso. Cruzam o seu caminho um Barba Negra (Hugh Jackman) feroz, caricato, e bem diferente do que já foi visto anteriormente (Piratas do caribe?), um “Capitão” James Gancho com cara de galã à lá Indiana Jones e uma tribo que lembra em todos os detalhes a dinâmica dos garotos perdidos.
É fácil submergir nessa fantasia e se deixar levar pelas várias licenças poéticas. Pela ótica infantil da adaptação, o filme se encaixa bem e os detalhes caricatos fazem sentido, apesar do exagero. Visualmente o filme é bem colorido e as soluções pra que haja violência velada são interessantes, apesar de gerar estranheza num primeiro momento
Os primeiros dois terços do filme são uma aventura divertida para crianças e adultos. O detalhe ruim fica por conta do último terço, onde Peter praticamente perde função no filme. É como se não tivessem pensado no desfecho com ele. Para as crianças até funciona, mas fica o gosto ruim de não ter tido ainda o primeiro embate de Pan como aquele garoto corajoso encarando piratas com sua pequena espada.
É um bom filme, e a continuação, caso a bilheteria ajude, é certa. Os “ganchos” para que isso aconteça são vários, afinal já sabemos que o melhor personagem do filme se tornará o maior pirata da terra do nunca. E não nos importa já saber disso. O importante é como isso se construirá. E como Peter se tornará Pan.

Por Desplugue | Envie por e-mail Compartilhe:_

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